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sexta-feira, 19 de abril de 2019
Provérbios 10:1-32
Significado e Explicação
(Significado da Bíblia)
Comentários Bíblicos
10.1 — Os provérbios de Salomão concentram-se no filho sábio, como nos capítulos 1 a 9, e o comparam com o filho louco. O termo “filho” é genérico — a questão central não é ser filho em vez de filha, mas sim se ele (a) é sábio (a) ou louco (a). O comportamento de um filho afeta ambos os pais. Os pais têm sua fonte de alegria ou tristeza no filho que demonstra capacidade para a vida.O tempo dos verbos sugere que o filho sábio alegra seus pais continuamente e que o filho louco traz contínuos dissabores aos seus pais.
10.2 — Este versículo é um alerta contra confiar na riqueza, e não na retidão pessoal. Os perversos podem ser ricos, mas essa riqueza não lhes adiantará de nada depois de mortos. Neste caso, a morte é algo a temer — se a pessoa não conhece Deus. O fato de a integridade libertar da morte pressagia certa esperança de vida após a morte.
10.3 — Este versículo fala de como Deus generosamente provê as necessidades da alma dos justos, mas retribui com Sua justiça aos ímpios. Provérbios assim ressaltam (1) as circunstâncias como deveriam ser e (2) o fim dos ímpios (SI 73.17). Não indicam necessariamente a vida como ela sempre é, nem o que os ímpios estão vivendo neste momento.
10.4 — Muitas vezes os Provérbios vinculam preguiça à pobreza, e trabalho duro à riqueza (v. 2). Este provérbio determina a norma.
10.5 — A expressão “ajunta no verão” compara a pessoa habilidosa a vergonhosa, baseando-se no quanto trabalham durante a época da colheita. A descrição da segunda pessoa é particularmente dura: o que dorme na sega.
10.6 — A ideia apresentada por este provérbio põe em contraste uma aura abençoada que paira sobre o justo com o cheiro pútrido da violência que emana do ímpio.
10.7 — Naquela época, o nome da pessoa era significativo e importante. Quando o nome da pessoa era lembrado pelas gerações futuras como bom, atribuía-se grande valor a vida dessa pessoa. Mas quando a memória de um nome era poluída, era como se esta pessoa jamais tivesse vivido.
10.8 — O termo hebraico traduzido como “será transtornado” significa “está arruinado”, e provem da mesma raiz de “apodrecerá” no versículo 7. Este tipo de paralelismo poético deve ter agradado os israelitas da Antiguidade.
10.9 — Muitos provérbios comparam dois caminhos na vida. A expressão “anda em sinceridade”significa obedecer a Lei de Deus como um plano de vida. Escolher caminhos tortuosos e desdenhar do propósito da Lei que Deus generosamente nos apresentou.
10.10 — Embora muitos provérbios comparem dois comportamentos, as duas partes deste provérbio falam de más ações. Além disso, a segunda parte deste provérbio é idêntica a segunda parte do versículo 8. Trata-se de um vínculo que dá liga ao trecho.
10.11 — Aqui há mais um provérbio tratando da boca (Pv 10.6,8,10). Este versículo apresenta a fala como produto externo da realidade interna. A expressão manancial de vida é praticamente uma imagem divina, uma antítese bastante forte a palavra “violência”.
10.12 — Este versículo trata das relações interpessoais, e não da salvação. O ódio é uma arma do diabo para gerar contendas, mas a pessoa sábia reage às transgressões ou desentendimentos com amor, tolerância e desejo forte de fazer o bem. Caso o indivíduo revidasse as ofensas de forma negativa, o ódio seria despertado no coração de ambas as pessoas envolvidas na situação, configurando em uma atitude sem sabedoria.
10.13 — Este provérbio declara que as palavras podem ter um papel positivo — o de comunicar sabedoria. A palavra “vara” se refere ao castigo, neste caso, merecido. As palavras “falto de entendimento” vem da expressão idiomática hebraica “falto de coração”. Aquele a quem “falta coração” e é comparado desfavoravelmente ao que e sábio de coração (v. 8).
10.14,15 — A expressão “escondem” [“acumulam”, na NVI] a sabedoria é um tema forte nos textos de orientação dos capítulos 1 a 9 (Pv 1.1-3; 3.1). O versículo 14 compara a busca de conhecimento do sábio com a fala vazia do tolo. Já no versículo 15, a fazenda [“riqueza”, na NVI] é comparada a uma fortaleza. Neste caso, quer dizer que uma cidade rica terá maior segurança para suportar os ataques inimigos do que uma cidade pobre. Naquela época, só as cidades muradas estavam preparadas para resistir às forcas adversarias.
10.16,17 — Estes versículos apresentam a doutrina dos dois caminhos: o do justo, que leva a vida; e o do ímpio, que conduz ao pecado. A expressão “as produções do ímpio” assemelha-se com o que Paulo escreveu em Romanos 6.23: o salario do pecado e a morte.
10.18-21 — Estes versículos falam dos perigos da fala, especialmente a mentira e a difamação. Para evitar estes pecados é preciso praticar a autocontenção.
10.22 — O vínculo da riqueza com a benção do Senhor é explicitado neste versículo. Nesta sentença, Yahweh concede ausência de tristezas e fartura de riquezas. Que benção!
10.23,24 — A palavra traduzida como “divertimento” geralmente significa “riso alegre” (Sl 126.2).As vezes, quer dizer “risada vazia”(Pv 14.13; Ec 7.3,6). Aqui, o provérbio emprega a palavra de forma completamente negativa. Para o tolo, a perversidade não passa de um jogo. Ele inventa as regras conforme progride. Para ele, só perderia se fosse pego. Mas quem tem entendimento tem uma perspectiva de longo prazo. No fim, ele consegue o que deseja, enquanto a justiça se abate sobre o ímpio.
10.25 — A natureza breve dos perversos é comparada a estabilidade dos justos. Assim como o Salmo 1.3,4, onde os justos são comparados a uma árvore, e os ímpios, a moinha, neste provérbio a tempestade sopra e espalha os ímpios, mas não tira os justos do lugar. O perpetuo fundamento dos justos é a fé em Deus, assim como as águas que alimentam a árvore do Salmo 1.3.
10.26 — O preguiçoso é uma figura cômica nos provérbios. Aqui o preguiçoso (hb. ‘asei) irrita aquele que o mandou cumprir uma tarefa. Ele é como o sabor ácido do vinagre na boca, como uma fumaça que irrita a vista.
10.27 — Este versículo contem a primeira aparição da expressão temor do Senhor nos capítulos 10 a 22 (Pv 1.7,29; 2.5; 8.13; 9.10). O vinculo da devoção com a vida longa e da perversidade com a morte precoce é outro tema comum em Provérbios (3.1,2).
10.28 — O justo tem algo por que esperar com alegria; o ímpio não (v. 24)
10.29 — Cada pessoa vê o caminho do Senhor de forma diferente. Quem é inocente o vê como refugio da tempestade e do calor do dia. Os iníquos o veem somente como fonte de terror. A perspectiva de quem vê faz toda a diferença; o caminho do Senhor continua sempre o mesmo, puro.
10.30 — Este provérbio demonstra forte confiança na sobrevivência definitiva dos justos e no juízo final dos ímpios. Em nossa experiência limitada, podemos ver os ímpios com sucesso e os justos batalhando para sobreviver. Mas no juízo final (Sl. 73) inverterão os seus destinos.
10.31, 32 — Estes versículos formam outro par de sentenças sobre a fala verdadeira e a falsa. Podem ser comparados a Provérbio 10.11,13,20,21 e Tiago 3. Esta repetição com variações indica a importância da verdade e da mentira tanto naquela época como no mundo moderno.
segunda-feira, 15 de abril de 2019
Provérbios 8 - A sabedoria que nos edifica
4/08/2015
Neste capítulo vemos mais uma vez a importância de buscar a sabedoria de Deus em todas as áreas da nossa vida.
Resultado de imagem para ser sábio8.1-11 — Este capítulo reflete exatamente isso, como é bom possuir a sabedoria e a atesta importância da sabedoria chegar a todos. Vemos que podemos confiar na palavra de Deus para buscar os nossos objetivos de acordo com os planos dele para nossa vida diferentemente do que a mulher imoral (em proverbios 7) passa a respeito da desconfiança e a busca pelo mal. Deus nos mostra a verdade através da sua palavra salientando que podemos confiar no que ele está nos dizendo. Sua palavra é luz, é lâmpadas para nossa vida. Suas palavras de verdade contrastam com as mentiras da impiedade (Pv 7.21-23). A sabedoria cumpre as suas promessas, nos oferece um valor inestimável, muito mais do que prata e ouro. Não há pedra preciosa nem nada de valor que se compare a ela (uma expressão parecida se encontra em Pv 3.14,15).
8.12,13 — As palavras “eu, a sabedoria, habito com a prudência” iniciam uma forte ênfase sobre a excelência de buscar a sabedoria (v. 12-21). Parece repetitivo, mas a busca pela sabedoria é exatamente isso, algo dia a dia, uma busca constante. E, neste contexto, vemos a sabedoria totalmente ligada ao temor do Senhor. Podemos entender que buscar essa sabedoria é pra todos porém os que tem temor a Deus são bem mais bem-sucedidos quanto a obter a sabedoria de fato, pois quando buscamos a Sua sabedoria estamos nos aproximando de Deus, e isso requer um contato de oração, uma busca diária que resulta em aproximação com o Deus Altíssimo. E quando buscamos a sabedoria de Deus automaticamente percebemos um grande afastamento de todas outras coisas que não agradam a Ele. Precisamos entender que nos aproximar de Deus significa muitas vezes nos afastar daquilo que é abominável seus olhos, como o orgulho, a arrogância, o mau comportamento e a fala perversa, entre outros. Jesus disse que a verdade está nele (Jo 8.32).
8.14-21 — Este trecho bíblico, fala de príncipes, nobres e juízes. Para que as autoridades possam exercer seu poder com idoneidade é preciso o uso da sabedoria. Além disso, a sabedoria leva aqueles que a seguem a riquezas e honra (Pv 9.1-6), quando usada com zelo e prudência. É um contraste chocante com o destino do tolo (Pv 6.33,35).
8.22-29— Esta parte do capítulo 8 descreve o papel da sabedoria na criação. O Senhor me possuiu no princípio de seus caminhos. Nesta expressão, o termo “possuiu” em hebraico pode significar “trouxe” ou “criou”. Melquisedeque usou a mesma palavra para identificar Deus como o Criador do universo (Gn 14.19). O Senhor, Ele mesmo, produziu a sabedoria, dono de todo conhecimento, criou o próprio conhecimento.
8.30,31 — Com sabedoria, Deus criou o universo. Um estudo sobre o universo é uma descoberta progressiva da sabedoria de Deus (Rm 1.20). Desde sempre homem tenta explicar a origem do universo, a origem da sabedoria, a origem de muitas coisas e na verdade só Deus é o único que pode nos explicar aquilo que precisamos saber. Creio que algumas coisas, os físicos e cientistas até podem descobrir e explicar mas outras eu realmente acredito que nunca serão explicadas, estão além de nosso entendimento. A maior alegria está no ápice da obra de Deus — os filhos dos homens — ou seja, na humanidade.
8.32-36 — Esta parte vem como um outro apelo, reforçando a necessidade de ouvir atentamente: “Agora, pois, filhos, ouvi-me.” A sabedoria oferece bênçãos e vida a todos os que lhe seguem, mas amaldiçoa e mata os que a odeiam.
E Deus com Sua infinita sabedoria está sempre nos lembrando a buscar sabedoria e a seguir o caminho correto.
Deus os abençoe grandemente.
Até o próximo estudo.
proverbios 8
junho 24, 2013 Jamais Desista
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Provérbios 8: 1-36 – A EXCELÊNCIA DA SABEDORIA
Ela está em todo lugar, no cume das alturas, junto ao caminho, nas encruzilhadas das veredas, do lado das portas da cidade, à entrada da cidade, e à entrada das portas, em todos esses seis lugares ela está gritando, clamando, chamando todos os que passam e ela começa a fazer o seu discurso.
Todos os dias ela faz seu discurso e todos os dias os homens a desprezam. Haverá um tempo em que ocorrerá justamente o contrário, mas será tarde demais. Eles clamarão desesperados por ela, mas já se passou o tempo e ela se foi para sempre. Triste fim dos que a rejeitam e bem-aventurados os que a ouvem e a obedecem em tudo.
É dos seus lábios que procede a verdade, mas a verdade deixou de ser a verdade para muitos que desistiram da vida e optaram por uma intelectualidade cega que relativizou a verdade e assim a matou. Não a matou de fato, porque ela não morre, mas a matou em seus corações porque endureceram-se e assim, creram na mentira. Trocaram a verdade pela mentira.
Ela a sabedoria estava com ele, o Senhor, mesmo antes de os tempos existirem ou dos mundos terem existência. Nada havia ainda sido criado e lá estava ela com Deus pronta e disposta a ajudá-lo a construir tudo o que existe, quer visíveis, quer invisíveis, potestades, poderes.
Ela estava com Jesus Cristo por que nada do que foi feito se fez se não por meio dele, de Jesus Cristo. E tudo o que foi criado, foi criado nele, por ele e para ele porque ele é a imagem do Deus invisível e nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. (Jo 1:3; Rm 11:36 e Cl 1:15,16).
segunda-feira, 25 de março de 2019
SALMO 32 – SIGNIFICADO DO SALMO DE SABEDORIA DE DAVI
SALMO 32 – SIGNIFICADO DO SALMO DE SABEDORIA DE DAVI
o que confessa o pecado e é perdoado por Deus deve alegrar-se, pois é um bem-aventurado.
O Salmo 32 é de arrependimento. Ele une arrependimento pessoal com instrução. O poema tem o profundo propósito de mostrar as bênçãos do perdão. Foi escrito depois de Davi ter cometido o grave pecado com Bate-Seba e é um registro de sua confissão e do perdão obtido (ver 2Sm 11;12).
Os v. 1 a 5 tratam da experiência pessoal de Davi; e os v. 6 a 11 dão conselhos. Afirma-se que este salmo foi um dos favoritos de Agostinho até sua morte.
O teólogo tinha o salmo escrito na parede, para que o pudesse ver desde seu leito onde se encontrava enfermo.
Enquanto ele não admitia, a sua consciência e seus sentimentos o atormentavam, mas o que mais doída era a mão pesada de Deus. Ele sabia que Deus sofria com o seu pecado e por isso, finalmente, pediu perdão.
No momento do Salmo, Davi já havia sido perdoado e tinha seu relacionamento de fé com Deus retomado.
O HOMEM INFELIZ (vs. 3-4)
Versos 3-4: “3 Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. 4 Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio.”
Agora, o salmista descreve o homem infeliz. Davi foi esse homem e aqui ele conta a sua própria experiência. Era um tempo de guerra e os exércitos de Israel estavam em campo aberto enfrentando o inimigo. Mas Davi se encontrava ocioso em uma bela tarde, passeando pelo palácio, quando avistou uma mulher no quintal de sua casa tomando banho e se expondo sensualmente. A seguir ele mandou que os seus servos trouxessem aquela mulher para o palácio a fim de ele conversar com ela. Então, ele a levou para a sua cama, e adulterou com ela. Daí, achou que tudo estava certo, e que nada haveria de acontecer; afinal, ele era o rei de Israel e tinha certos privilégios!
Mas Bate-Seba mandou lhe dizer que estava grávida, e isso o deixou aturdido; a princípio, não sabia o que fazer. Ele havia cometido um pecado grave e agora precisava esconder o seu pecado. Como ele fez isso? Escondeu o pecado com outro pecado mais grave ainda. Ele planejou a morte do esposo da mulher com quem ele havia adulterado com o propósito de esconder isso dele.
Urias estava no campo de batalha e foi chamado para conversar com o rei no palácio, e Davi o tratou muito bem, com muita gentileza e amabilidade, recebendo-o com um rico presente (já era de se desconfiar que alguma coisa estivesse mal!) e sugeriu que ele fosse à sua casa descansar um pouco e ver a sua esposa. Mas o homem era de caráter nobre e não quis descansar nem se alegrar com a sua esposa, enquanto o seu exército estava lutando na batalha. Davi ficou sem palavra, porque Urias demonstrou muita nobreza de caráter e ele ficou sem poder responder a tais argumentos. Falhou o primeiro plano de Davi.
Entretanto, o medo de ser descoberto levou Davi a arquitetar o plano B, cometendo outra perversidade, procurando encobrir um pecado com outro pecado: escreveu uma carta e pediu que Urias a entregasse para Joabe, o comandante do seu exército. A carta dizia o seguinte: “Põe a Urias na linha de frente na maior força da peleja, e deixa-o sozinho, para que seja ferido e morra.” (2Sam. 11:15).
Urias conduziu em suas próprias mãos a sua sentença de morte, e morreu como valoroso soldado de guerra.
Como foi a sua confissão? Deus sabia que ele estava sofrendo e enviou o profeta Natã para falar com ele. Natã era um verdadeiro pastor da alma em pecado. Ele contou a Davi a história de um homem rico que roubou uma ovelha de um homem pobre. A ovelha que era um animal de estimação do pobre homem, ele a roubou para dar um banquete em sua casa. Davi que era um homem muito sensível respondeu prontamente: “Tão certo como vive o Senhor, esse homem deve morrer!” Davi proferiu a sua própria sentença de morte. E Natã respondeu: “Tu és este homem!” E, profundamente emocionado, Davi reconheceu de imediato: “Pequei contra o Senhor!” Mal ele proferia estas palavras, o profeta lhe dá as boas novas: “Também o Senhor te perdoou o teu pecado; não morrerás!”
4 Busquei o Senhor, e ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores. Salmos 34:4
4 Busquei o Senhor, e ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores.
Salmos 34:4 NTLH
Eu pedi a ajuda do SENHOR, e ele me respondeu; ele me livrou de todos os meus medos.
Este salmo foi escrito durante um período negro da vida de Davi, quando era fugitivo de Saul.
O relato deste episódio encontra-se em I Samuel, capítulos 21 e 22.
Davi Escreveu o Salmo 34 para adorar ao Senhor em gratidão pelo livramento.Leia o relato desse episódio em 1 Samuel 21:10-15.
Em 22 versos, ele usa o nome do Senhor (escrito SENHOR na maioria das Bíblias para mostrar que a palavra traduzida é o nome mais usado para identificar Deus no Antigo Testamento) 16 vezes.
o Salmo se divide em duas partes principais: adoração (versos 1-10) e instrução (versos 11-22).
O título do salmo o atribui a Davi, especificando haver sido escrito para comemorar seu escape de Abimeleque, rei de Gate (1 Sm 21.10-15). O nome do rei em 1 Samuel 21 é Àquis — acredita-se que Abimeleque fosse um pseudônimo ou título nobre, e Áquis, seu nome pessoal. A experiência de Davi na cidade de Gate (1 Sm 21.10-15) deve ter sido profundamente perturbadora. Ele por pouco não morreu nessa cidade filisteia. Escapou fingindo estar louco.
declaração referente ao livramento do perigo que o salmista obteve (v. 4-7)
quinta-feira, 21 de março de 2019
O que é contexto bíblico? Como entender a Bíblia lendo o contexto
O que é contexto bíblico? Como entender a Bíblia lendo o contexto?
Como entender o contexto bíblico?
(1) Uma coisa que todos nós sabemos é que usar um texto bíblico
(ou qualquer texto) isoladamente, sem considerar o seu contexto, sempre traz problemas e pode distorcer o sentido do que realmente foi a intenção da mensagem daquele um texto. Mas o que é o contexto? De acordo com o dicionário online Priberam, contexto é o “conjunto de elementos linguísticos à volta de som, palavra, locução, construção, frase, parte de discurso, etc. (ex.: contexto fonético, contexto semântico). Modo pelo qual as ideias estão encadeadas no discurso”.
Isso significa que o contexto é muito importante para que um texto seja compreendido de fato com a ideia que o autor quis colocar ali no texto e não seja distorcida a sua mensagem. Daí a grande importância de sempre que estudarmos um texto da Bíblia, termos atenção ao contexto daquele texto.
Tipos de contexto bíblico:
(2) Na Bíblia, podemos simplificar o estudo com pelo menos dois contextos:
O contexto bíblico imediato e o contexto amplo. O contexto bíblico imediato é aquilo que vem antes ou depois do verso que lemos.
Devemos ler alguns versículos antes e depois e, se possível, incluirmos na leitura também alguns capítulos antes ou depois do que estamos lendo. Esse contexto é obrigatório em nossa leitura, pois ele vai nos situar melhor no assunto que está sendo tratado ali. Já o contexto bíblico amplo é aquele que iremos recorrer para aprofundar o entendimento daquele texto e que pode estar não só naquele livro estudado, mas até em outros livros da Bíblia ou até mesmo fora da Bíblia, na arqueologia, livros de história, por exemplo.
Um exemplo: quando estudamos o sacrifício de Jesus, vemos no contexto imediato o que aconteceu ali, como foi o sacrifício, o que Jesus fez, o que as pessoas fizeram, a traição, a perseguição, o sofrimento na cruz, etc. (contexto bíblico imediato).
Mas se você buscar entender porque Jesus se sacrificou, aí terá que avançar para o contexto bíblico amplo, onde irá descobrir que Deus prometeu um Messias ao seu povo (lá no Antigo Testamento), onde Jesus é apresentado figuradamente como sendo o cordeiro sacrificado pelos pecados, semelhante aquele animal que no antigo testamento era sacrificado para que Deus perdoasse o pecado de seu povo, etc. Observou como funciona?
Como estudar o contexto bíblico sem conhecer muito da Bíblia?
(3) Evidentemente, nem sempre temos um conhecimento bíblico tão profundo para conseguir ligar todos esses contextos imediatos e amplos para entendermos um texto.
O que fazer nesse caso?
Na própria bíblia já temos algumas ajudas.
Uma delas chama-se referência cruzada.
Você já deve ter observado que em algumas bíblias temos junto a alguns textos algumas letras bem pequenas. Essas letras indicam que esse texto está ligado a outro em outro lugar. Basta pegar essa letra, achar a referência dela no rodapé da Bíblia, que ela vai te indicar em que outro texto está falando um assunto parecido.
Outro recurso importante são as Bíblias de estudo. Elas te ajudam a cortar caminho, pois os autores colocam notas explicativas, ajudando no entendimento do contexto bíblico imediato e amplo do texto estudado. Recomendo muito que você tenha uma.
(4) Mas a grande dica que quero dar é que você não leia a Bíblia de forma aleatória. Ou seja, abrindo em qualquer lugar, de forma aleatória, e lendo textos isolados.
Leia a Bíblia de forma sequencial para que você compreenda as histórias, compreenda melhor os contextos e, com o tempo, sua leitura ficará mais rica, pois você conseguirá ligar com mais facilidade cada contexto e cada entendimento que você já tem.
Escrevi um texto ensinando um pouco sobre isso aqui: Por onde começar a ler a Bíblia para entendê-la mais facilmente? (clique) Espero que as informações sobre como usar o contexto bíblico para seus estudos tenham sido relevantes!
Mais conhecimento da Bíblia em menos tempo?
Não sei se você é uma dessas pessoas que tem dificuldades de entender a Bíblia. Eu já fui e sofri muito! Mas não me dei por vencido, não me deixei ser derrotado pelos inimigos. E você, como anda sua leitura da Bíblia? Seu entendimento? Que tal melhorar nessa área da sua vida espiritual, aprendendo a entender assuntos da Bíblia de forma simples e rápida, ajudado por quem já superou as mesmas dificuldades que você enfrenta?
domingo, 17 de março de 2019
Como Estudar um Texto Bíblico
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Como Estudar um Texto Bíblico (pdf)
Deus usou palavras para comunicar sua vontade aos homens. Ele deu a algumas pessoas a tarefa especial de registrar suas palavras, que nós temos hoje no conjunto de livros que conhecemos como a Bíblia ou as Escrituras. Vivemos numa época privilegiada na qual estes textos transmitidos de Deus aos homens são facilmente acessíveis em qualquer idioma escrito. Quase todos nós temos oportunidades de adquirir uma Bíblia com pouco ou nenhum custo. Uma vez que adquirimos uma Bíblia, o que faremos com ela?
A coisa mais óbvia é ler o conteúdo, e a leitura bíblica deve fazer parte do nosso dia a dia. Mas além da leitura, é importante estudar a Bíblia, procurando entendimento dos livros, analisando a estrutura dos textos, procurando compreender as mensagens comunicadas ao leitor. Neste artigo, vamos focalizar algumas dicas práticas para ajudar no estudo de textos bíblicos. Vamos usar a primeira epístola de Pedro como exemplo, mas as mesmas dicas servem para o estudo de outros livros ou textos menores (capítulos, parágrafos, etc.).
1. Ler o texto várias vezes. Antes de começar a analisar detalhadamente, leia o texto várias vezes. Comece com a Bíblia que você usa no dia a dia. Se tiver acesso a outras versões das Escrituras, leia o mesmo texto nestas outras versões. Pela leitura repetida, você vai se familiarizar com o texto e vai desenvolver uma noção geral dos pontos principais desenvolvidos. Quando se usa várias versões, traduções um pouco diferentes podem esclarecer o sentido de algumas palavras ou expressões difíceis.
2. Identificar assuntos e palavras chaves. Em cada leitura, você perceberá com mais facilidade as palavras repetidas e os assuntos frisados pelo autor. Em 1 Pedro, perceberá a ênfase na relação de pessoas santificadas com o Senhor, o contraste entre coisas temporárias e coisas eternas, encorajamento para pessoas que sofrem injustiças por causa da sua fé, etc. Ajuda anotar temas e palavras importantes, talvez em um caderno, para facilitar a compreensão das mensagens principais do texto.
3. Analisar a organização do texto. Agora, entramos na fase de estudar realmente o texto. As etapas anteriores serviam como preparos, mas ainda não entramos no estudo mais detalhado do conteúdo. Na análise da organização, é fundamental prestar atenção na gramática, especialmente na pontuação do texto. Normalmente nós falamos e escrevemos em frases relativamente pequenas, talvez com uma média de menos de 30 palavras cada. Mas muitos textos bíblicos têm frases bem maiores, e não vamos entendê-los se não observar estas frases e sua estrutura. Na maioria dos casos, podemos ver a separação das frases pelos pontos finais (.), pontos de interrogação (?) ou de exclamação (!). A pontuação correta faz parte do trabalho dos tradutores, e geralmente eles tem feito bem nisso. Por esta razão, pode ter variações na pontuação de uma versão para outra, que podem nos dar motivos para pesquisar mais e entender estas diferenças.
É importante notar que as divisões em capítulos e versículos servem principalmente para facilitar a localização dos trechos, e não para mostrar bem a estrutura. Estas convenções são o trabalho de homens para ajudar, não são divisões inspiradas por Deus! Também deve observar que quase todos os subtítulos em negrito foram acrescentados pelos redatores das versões, e não fazem parte do texto original. Podem ajudar a entender a estrutura, mas também podem refletir as tendências teológicas dos redatores.
Olhando para o conteúdo, e não para as divisões dos versículos, poderia analisar a estrutura básica de 1 Pedro capítulo 1 desta forma:
● Saudação (1:1-2)
○ Pedro escreveu esta epístola ○ Escreveu para servos de Deus espalhados em regiões que ele identifica
● A esperança em Cristo (1:3-12)
○ Em Jesus, Deus mostrou a misericórdia para nos dar esperança (1:3-5) ○ Pela fé incorruptível, podemos suportar as aflições temporárias (1:6-9) ○ Profetas e anjos queriam compreender as coisas que Deus revelou para nós (1:10-12)
● O procedimento de peregrinos santificados (1:13-21)
○ Nosso entendimento do plano de Deus é a base da nossa esperança (1:13) ○ Os filhos de Deus devem imitar sua santidade (1:14-16) ○ Esta vida se baseia no sangue de Cristo, e não nas coisas passageiras deste mundo (1:17-21)
● A palavra permanente e eterna deve nos levar a amar de verdade (1:22-25)
4. Compreender as palavras usadas. Depois de enxergar a estrutura básica do trecho, é preciso compreender este texto. Obviamente, esta compreensão depende do vocabulário usado. Muitas das melhores traduções bíblicas empregam palavras que bem refletem o sentido das palavras originais que traduzem, mas algumas destas palavras não fazem parte do vocabulário cotidiano de muitos de nós. Se você não costuma ouvir e entender palavras como galardão, propiciação e imarcescível, precisará de um dicionário no seu estudo das Escrituras.
Para isso, há várias opções. Na maioria dos casos, um dicionário comum resolverá as dúvidas. Mas precisa lembrar que estes dicionários apresentam os sentidos das palavras no contexto atual, e não necessariamente seu significado no contexto bíblico. Por exemplo, as primeiras duas definições da palavra igreja no dicionário Aurélio Século XXI são “Templo cristão” e “Autoridade eclesiástico”, mas estes sentidos modernos da palavra não representam o seu significado nas Escrituras. No mesmo dicionário, os principais sentidos dados à palavra batismo vem das tradições católicas e de usos derivados da palavra, e não do sentido da palavra grega assim traduzida no Novo Testamento. Um dicionário comum ajuda em muitos casos, mas nem sempre!
Para estudantes que querem mais clareza, há dicionários bíblicos que procuram apresentar melhor os sentidos das palavras bíblicas no seu contexto original. Algumas Bíblias incluem pequenos dicionários deste tipo entre os auxílios para o leitor. Alguns destes dicionários se baseiam nos idiomas originais usados para escrever a Bíblia (o Novo Testamento foi escrito no grego, e quase todo o Antigo Testamento, em hebraico). O Dicionário Vine é um bom exemplo deste tipo de auxílio. Alguns dicionários bíblicos são escritos num estilo enciclopédico, ou seja, apresentam artigos de explicação sobre os temas abordados, e não somente definições técnicas das palavras em si.
Estudantes mais avançados podem utilizar ainda outros recursos, como textos gregos e hebraicos e léxicos (um tipo de dicionário das palavras dos idiomas originais). Mas o uso correto destes auxílios exige algum entendimento das línguas originais, entendimento que poucos têm. Estudo dos idiomas usados para escrever a Bíblia pode esclarecer algumas coisas, mas não devemos imaginar que tal conhecimento seja necessário para compreender a vontade de Deus. Com um pouco de esforço, é possível encontrar e compreender traduções que transmitem bem a mensagem das Escrituras.
5. Compreender as frases completas. Quando entendemos todas as palavras numa frase, a compreensão do texto se torna mais fácil. Para entender uma frase, precisamos observar os elementos básicos da gramática (fazemos isso constantemente, mesmo sem saber como identificar por nome a função de cada palavra). É importante observar quem fala e para quem ou sobre o que. Devemos prestar atenção no tempo dos verbos, pois é muito diferente dizer “ela veio” ou “ela virá”.
6. Entender o conjunto de frases. Quando escrevemos, usamos palavras para fazer frases e juntamos algumas frases para fazer parágrafos. Normalmente um parágrafo explica um certo fato, tema ou argumento, juntando vários pedaços de informação. É comum um parágrafo levar a outro, assim desenvolvendo um assunto maior e mais complexo. Às vezes, estes parágrafos são bem organizados e fáceis de seguir. Em outros casos, precisamos ler várias vezes para compreender bem o ponto. Cada escritor tem seu estilo, e alguns são mais fáceis do que outros. Não é diferente na Bíblia. Encontramos alguns trechos bem organizados, e outros onde o autor se desvia de um ponto e insere outro assunto antes de voltar ao ponto original. O Espírito Santo, ao revelar as Escrituras, escolheu autores com características e estilos diferentes para comunicar a sua mensagem a leitores com diversos atributos. São motivos como estes que nos motivam a dedicar as horas necessárias para realmente estudar e buscar entendimento dos textos bíblicos. E cada minuto de estudo cuidadoso será bem investido!
Considere, como exemplo, 1 Pedro 2:11-17. Antes de chegar a este trecho, observamos a ênfase na santidade dos servos de Deus e a posição deles como o povo especial de Deus. Neste trecho, Pedro explica um tema já introduzido em 1:17 – o procedimento do santo povo de Deus durante o tempo aqui nesta vida terrestre. Os cristãos são cidadãos do céu, mas residentes deste mundo, e assim devem se ver como peregrinos e forasteiros. Como deve ser o comportamento destes peregrinos? Nestes versículos, ele responde a esta questão, enfatizando a pureza (2:11), o bom exemplo diante dos outros (2:12), o respeito para com as autoridades governamentais (2:13-14) e o tratamento de todos (2:15-17). Cada frase tem seu lugar no parágrafo, e o parágrafo faz parte do contexto maior da epístola toda.
7. Procurar entender o texto no seu contexto maior. É fundamental entender palavras, frases e parágrafos, mas o estudo não termina aqui. Quase todos os livros da Bíblia tratam de diversos assuntos, e assim os parágrafos se enquadram como partes do todo em cada livro. No exemplo citado acima, ele começou uma parte do livro em 1 Pedro 2:17 quando falou sobre o comportamento dos cristãos no mundo. Os parágrafos subsequentes, porém, continuam com aspectos mais detalhados deste tema, falando sobre o procedimento de servos, esposas, maridos, etc. A relação proposital entre estes trechos se torna evidente pelo uso de palavras como porquanto (2:21), porque (2:25), igualmente (3:1,7), finalmente (3:8), etc.
Ainda há mais um passo importante na consideração do contexto. Além do próprio livro, há outros livros da Bíblia que podem incluir informações relevantes. Quando consideramos as Escrituras como um todo, percebemos a importância de interpretar cada trecho de acordo com o resto da Bíblia. Pedro mesmo comentou sobre este fato quando comparou seus ensinamentos com os de Paulo (2 Pedro 3:15-16). Um trecho complementa o outro e facilita nossa compreensão.
Conclusão
Não é a minha intenção neste pequeno artigo apresentar um curso completo sobre análise de textos bíblicos. Com certeza, outros poderiam acrescentar outras sugestões valiosas. O propósito deste artigo é incentivar o estudo cuidadoso no qual cada leitor busca entender o que Deus tem revelado. Vamos cultivar hábitos de ler, estudar, meditar e aplicar as mensagens das Escrituras!
–por Dennis Allan
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