sexta-feira, 19 de abril de 2019

Provérbios 10:1-32 Significado e Explicação (Significado da Bíblia) Comentários Bíblicos 10.1 — Os provérbios de Salomão concentram-se no filho sábio, como nos capítulos 1 a 9, e o comparam com o filho louco. O termo “filho” é genérico — a questão central não é ser filho em vez de filha, mas sim se ele (a) é sábio (a) ou louco (a). O comportamento de um filho afeta ambos os pais. Os pais têm sua fonte de alegria ou tristeza no filho que demonstra capacidade para a vida.O tempo dos verbos sugere que o filho sábio alegra seus pais continuamente e que o filho louco traz contínuos dissabores aos seus pais. 10.2 — Este versículo é um alerta contra confiar na riqueza, e não na retidão pessoal. Os perversos podem ser ricos, mas essa riqueza não lhes adiantará de nada depois de mortos. Neste caso, a morte é algo a temer — se a pessoa não conhece Deus. O fato de a integridade libertar da morte pressagia certa esperança de vida após a morte. 10.3 — Este versículo fala de como Deus generosamente provê as necessidades da alma dos justos, mas retribui com Sua justiça aos ímpios. Provérbios assim ressaltam (1) as circunstâncias como deveriam ser e (2) o fim dos ímpios (SI 73.17). Não indicam necessariamente a vida como ela sempre é, nem o que os ímpios estão vivendo neste momento. 10.4 — Muitas vezes os Provérbios vinculam preguiça à pobreza, e trabalho duro à riqueza (v. 2). Este provérbio determina a norma. 10.5 — A expressão “ajunta no verão” compara a pessoa habilidosa a vergonhosa, baseando-se no quanto trabalham durante a época da colheita. A descrição da segunda pessoa é particularmente dura: o que dorme na sega. 10.6 — A ideia apresentada por este provérbio põe em contraste uma aura abençoada que paira sobre o justo com o cheiro pútrido da violência que emana do ímpio. 10.7 — Naquela época, o nome da pessoa era significativo e importante. Quando o nome da pessoa era lembrado pelas gerações futuras como bom, atribuía-se grande valor a vida dessa pessoa. Mas quando a memória de um nome era poluída, era como se esta pessoa jamais tivesse vivido. 10.8 — O termo hebraico traduzido como “será transtornado” significa “está arruinado”, e provem da mesma raiz de “apodrecerá” no versículo 7. Este tipo de paralelismo poético deve ter agradado os israelitas da Antiguidade. 10.9 — Muitos provérbios comparam dois caminhos na vida. A expressão “anda em sinceridade”significa obedecer a Lei de Deus como um plano de vida. Escolher caminhos tortuosos e desdenhar do propósito da Lei que Deus generosamente nos apresentou. 10.10 — Embora muitos provérbios comparem dois comportamentos, as duas partes deste provérbio falam de más ações. Além disso, a segunda parte deste provérbio é idêntica a segunda parte do versículo 8. Trata-se de um vínculo que dá liga ao trecho. 10.11 — Aqui há mais um provérbio tratando da boca (Pv 10.6,8,10). Este versículo apresenta a fala como produto externo da realidade interna. A expressão manancial de vida é praticamente uma imagem divina, uma antítese bastante forte a palavra “violência”. 10.12 — Este versículo trata das relações interpessoais, e não da salvação. O ódio é uma arma do diabo para gerar contendas, mas a pessoa sábia reage às transgressões ou desentendimentos com amor, tolerância e desejo forte de fazer o bem. Caso o indivíduo revidasse as ofensas de forma negativa, o ódio seria despertado no coração de ambas as pessoas envolvidas na situação, configurando em uma atitude sem sabedoria. 10.13 — Este provérbio declara que as palavras podem ter um papel positivo — o de comunicar sabedoria. A palavra “vara” se refere ao castigo, neste caso, merecido. As palavras “falto de entendimento” vem da expressão idiomática hebraica “falto de coração”. Aquele a quem “falta coração” e é comparado desfavoravelmente ao que e sábio de coração (v. 8). 10.14,15 — A expressão “escondem” [“acumulam”, na NVI] a sabedoria é um tema forte nos textos de orientação dos capítulos 1 a 9 (Pv 1.1-3; 3.1). O versículo 14 compara a busca de conhecimento do sábio com a fala vazia do tolo. Já no versículo 15, a fazenda [“riqueza”, na NVI] é comparada a uma fortaleza. Neste caso, quer dizer que uma cidade rica terá maior segurança para suportar os ataques inimigos do que uma cidade pobre. Naquela época, só as cidades muradas estavam preparadas para resistir às forcas adversarias. 10.16,17 — Estes versículos apresentam a doutrina dos dois caminhos: o do justo, que leva a vida; e o do ímpio, que conduz ao pecado. A expressão “as produções do ímpio” assemelha-se com o que Paulo escreveu em Romanos 6.23: o salario do pecado e a morte. 10.18-21 — Estes versículos falam dos perigos da fala, especialmente a mentira e a difamação. Para evitar estes pecados é preciso praticar a autocontenção. 10.22 — O vínculo da riqueza com a benção do Senhor é explicitado neste versículo. Nesta sentença, Yahweh concede ausência de tristezas e fartura de riquezas. Que benção! 10.23,24 — A palavra traduzida como “divertimento” geralmente significa “riso alegre” (Sl 126.2).As vezes, quer dizer “risada vazia”(Pv 14.13; Ec 7.3,6). Aqui, o provérbio emprega a palavra de forma completamente negativa. Para o tolo, a perversidade não passa de um jogo. Ele inventa as regras conforme progride. Para ele, só perderia se fosse pego. Mas quem tem entendimento tem uma perspectiva de longo prazo. No fim, ele consegue o que deseja, enquanto a justiça se abate sobre o ímpio. 10.25 — A natureza breve dos perversos é comparada a estabilidade dos justos. Assim como o Salmo 1.3,4, onde os justos são comparados a uma árvore, e os ímpios, a moinha, neste provérbio a tempestade sopra e espalha os ímpios, mas não tira os justos do lugar. O perpetuo fundamento dos justos é a fé em Deus, assim como as águas que alimentam a árvore do Salmo 1.3. 10.26 — O preguiçoso é uma figura cômica nos provérbios. Aqui o preguiçoso (hb. ‘asei) irrita aquele que o mandou cumprir uma tarefa. Ele é como o sabor ácido do vinagre na boca, como uma fumaça que irrita a vista. 10.27 — Este versículo contem a primeira aparição da expressão temor do Senhor nos capítulos 10 a 22 (Pv 1.7,29; 2.5; 8.13; 9.10). O vinculo da devoção com a vida longa e da perversidade com a morte precoce é outro tema comum em Provérbios (3.1,2). 10.28 — O justo tem algo por que esperar com alegria; o ímpio não (v. 24) 10.29 — Cada pessoa vê o caminho do Senhor de forma diferente. Quem é inocente o vê como refugio da tempestade e do calor do dia. Os iníquos o veem somente como fonte de terror. A perspectiva de quem vê faz toda a diferença; o caminho do Senhor continua sempre o mesmo, puro. 10.30 — Este provérbio demonstra forte confiança na sobrevivência definitiva dos justos e no juízo final dos ímpios. Em nossa experiência limitada, podemos ver os ímpios com sucesso e os justos batalhando para sobreviver. Mas no juízo final (Sl. 73) inverterão os seus destinos. 10.31, 32 — Estes versículos formam outro par de sentenças sobre a fala verdadeira e a falsa. Podem ser comparados a Provérbio 10.11,13,20,21 e Tiago 3. Esta repetição com variações indica a importância da verdade e da mentira tanto naquela época como no mundo moderno.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Provérbios 8 - A sabedoria que nos edifica 4/08/2015 Neste capítulo vemos mais uma vez a importância de buscar a sabedoria de Deus em todas as áreas da nossa vida. Resultado de imagem para ser sábio8.1-11 — Este capítulo reflete exatamente isso, como é bom possuir a sabedoria e a atesta importância da sabedoria chegar a todos. Vemos que podemos confiar na palavra de Deus para buscar os nossos objetivos de acordo com os planos dele para nossa vida diferentemente do que a mulher imoral (em proverbios 7) passa a respeito da desconfiança e a busca pelo mal. Deus nos mostra a verdade através da sua palavra salientando que podemos confiar no que ele está nos dizendo. Sua palavra é luz, é lâmpadas para nossa vida. Suas palavras de verdade contrastam com as mentiras da impiedade (Pv 7.21-23). A sabedoria cumpre as suas promessas, nos oferece um valor inestimável, muito mais do que prata e ouro. Não há pedra preciosa nem nada de valor que se compare a ela (uma expressão parecida se encontra em Pv 3.14,15). 8.12,13 — As palavras “eu, a sabedoria, habito com a prudência” iniciam uma forte ênfase sobre a excelência de buscar a sabedoria (v. 12-21). Parece repetitivo, mas a busca pela sabedoria é exatamente isso, algo dia a dia, uma busca constante. E, neste contexto, vemos a sabedoria totalmente ligada ao temor do Senhor. Podemos entender que buscar essa sabedoria é pra todos porém os que tem temor a Deus são bem mais bem-sucedidos quanto a obter a sabedoria de fato, pois quando buscamos a Sua sabedoria estamos nos aproximando de Deus, e isso requer um contato de oração, uma busca diária que resulta em aproximação com o Deus Altíssimo. E quando buscamos a sabedoria de Deus automaticamente percebemos um grande afastamento de todas outras coisas que não agradam a Ele. Precisamos entender que nos aproximar de Deus significa muitas vezes nos afastar daquilo que é abominável seus olhos, como o orgulho, a arrogância, o mau comportamento e a fala perversa, entre outros. Jesus disse que a verdade está nele (Jo 8.32). 8.14-21 — Este trecho bíblico, fala de príncipes, nobres e juízes. Para que as autoridades possam exercer seu poder com idoneidade é preciso o uso da sabedoria. Além disso, a sabedoria leva aqueles que a seguem a riquezas e honra (Pv 9.1-6), quando usada com zelo e prudência. É um contraste chocante com o destino do tolo (Pv 6.33,35). 8.22-29— Esta parte do capítulo 8 descreve o papel da sabedoria na criação. O Senhor me possuiu no princípio de seus caminhos. Nesta expressão, o termo “possuiu” em hebraico pode significar “trouxe” ou “criou”. Melquisedeque usou a mesma palavra para identificar Deus como o Criador do universo (Gn 14.19). O Senhor, Ele mesmo, produziu a sabedoria, dono de todo conhecimento, criou o próprio conhecimento. 8.30,31 — Com sabedoria, Deus criou o universo. Um estudo sobre o universo é uma descoberta progressiva da sabedoria de Deus (Rm 1.20). Desde sempre homem tenta explicar a origem do universo, a origem da sabedoria, a origem de muitas coisas e na verdade só Deus é o único que pode nos explicar aquilo que precisamos saber. Creio que algumas coisas, os físicos e cientistas até podem descobrir e explicar mas outras eu realmente acredito que nunca serão explicadas, estão além de nosso entendimento. A maior alegria está no ápice da obra de Deus — os filhos dos homens — ou seja, na humanidade. 8.32-36 — Esta parte vem como um outro apelo, reforçando a necessidade de ouvir atentamente: “Agora, pois, filhos, ouvi-me.” A sabedoria oferece bênçãos e vida a todos os que lhe seguem, mas amaldiçoa e mata os que a odeiam. E Deus com Sua infinita sabedoria está sempre nos lembrando a buscar sabedoria e a seguir o caminho correto. Deus os abençoe grandemente. Até o próximo estudo.

proverbios 8

Provérbios 8: 1-36 – A EXCELÊNCIA DA SABEDORIA


Muito profundo o capítulo 8 de provérbios que exalta a sabedoria e a inteligência. E olha que ela não está perdida ou oculta por ai, mas ouve-se a sua voz porque ela clama bem alto e os sábios a ouvem e entendem o seu chamado, mas os símplices a desprezam e a ignoram, e portanto comerão dos seus próprios frutos.
Ela está em todo lugar, no cume das alturas, junto ao caminho, nas encruzilhadas das veredas, do lado das portas da cidade, à entrada da cidade, e à entrada das portas, em todos esses seis lugares ela está gritando, clamando, chamando todos os que passam e ela começa a fazer o seu discurso.
Todos os dias ela faz seu discurso e todos os dias os homens a desprezam. Haverá um tempo em que ocorrerá justamente o contrário, mas será tarde demais. Eles clamarão desesperados por ela, mas já se passou o tempo e ela se foi para sempre. Triste fim dos que a rejeitam e bem-aventurados os que a ouvem e a obedecem em tudo.
É dos seus lábios que procede a verdade, mas a verdade deixou de ser a verdade para muitos que desistiram da vida e optaram por uma intelectualidade cega que relativizou a verdade e assim a matou. Não a matou de fato, porque ela não morre, mas a matou em seus corações porque endureceram-se e assim, creram na mentira. Trocaram a verdade pela mentira.
Ela a sabedoria estava com ele, o Senhor, mesmo antes de os tempos existirem ou dos mundos terem existência. Nada havia ainda sido criado e lá estava ela com Deus pronta e disposta a ajudá-lo a construir tudo o que existe, quer visíveis, quer invisíveis, potestades, poderes.
Ela estava com Jesus Cristo por que nada do que foi feito se fez se não por meio dele, de Jesus Cristo. E tudo o que foi criado, foi criado nele, por ele e para ele porque ele é a imagem do Deus invisível e nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. (Jo 1:3; Rm 11:36 e Cl 1:15,16).