Jamais houve neste mundo um tempo em que tivéssemos tantos meios de entretenimentos como nos nossos dias. Por todos os lugares se vê pessoas divertindo, passeando, viajando, enfim, “curtindo a vida” como dizem.
Nos mercados, hortifrútis, padarias, as pessoas se queixam da crise financeira, entretanto, para as bebidas, para os cigarros, festas e diversões o dinheiro não falta.
Nos evangelismos, grande parte das pessoas dizem: “Não tenho tempo de ir à Igreja. ” Realmente hoje as pessoas vivem muito ocupadas em buscar informações para as conversas do dia a dia. Desde as pessoas mais simples e iletradas às mais cultas e doutoradas, todas estão sempre muito bem informadas. Sabem para quem serão os próximos mandados de prisão, das operações X e Y, sabem quem levou mais nisso ou naquilo; em todos os lugares pessoas trocam conversas a respeito do ator que morreu, do outro famoso casado que deixou a mulher por uma nova namorada, mas, mão têm tempo para servir a Deus. De fato, hoje está difícil ter tempo para Deus, afinal, descobrir todas as funções de um novo smartphone, baixar aplicativos, fazer selfies, enviar mensagens, trocar “rssssss….”, “kkkkk…..” com certeza demanda tempo.
Nada contra as novas tecnologias ou contra as mídias sociais, desde que sejam usadas para a comunicação saudável e necessária, entretanto, enquanto a sociedade vive tão distraída e não tem tempo de servir a Deus, Satanás vai criando suas estratégias e destruindo cada vez mais pessoas, casamentos e famílias.
Hoje, os pais dão um celular a uma criança de três ou quatro anos, e acham o máximo a habilidade delas na internet.
A infância está indo embora cada vez mais cedo. Crianças de cinco ou seis anos hoje falam de namoro como se fosse a coisa mais natural do mundo. Como medir a inocência de uma criança nos nossos dias?
Nada contra os novos paradigmas, mas, que saudades do tempo em que os filhos diziam ao sair “bênção pai; bênção mãe…” O mundo era bem melhor.
Hoje, alunos agridem professores; professores, por sua vez, se sentem intimidados em sala de aula. Lembro-me das comemorações do dia do mestre, quando alunos pobres se reuniam e homenageavam os mestres com carinho e respeito. Quando todos os dias se cantava o Hino Nacional antes de entrar em sala de aula. Quando havia aulas de moral e cívica, e as pessoas se respeitavam e diziam “com licença, por favor…”
Um dia desses, assistindo uma reportagem sobre o ENEM, vi as seguintes frases de redações:
“A selva hoje está cheia de animais já extintos. É preciso parar de desmatar para que os animais extintos se reproduzam…” e outra
“Os dois movimentos da terra são latitude e longitude” e mais
“O povo quer coisas simples sem muita luxúria. ”
Os alunos de um determinado Curso receberam suas camisetas que tinham o seguinte dizer nas costas:
CURÇO
É interessante saber que as camisetas foram um brinde para que os alunos fizessem propaganda do tal Curso.
Eu pensei com meus botões: Será uma nova jogada de marketing para chamar a atenção?
Quais seriam os pais que gostariam que seus filhos estudassem no tal Curço (com cedilha)?
É impressionante, mas, do mesmo modo, o povo de Deus também tem deixado o primeiro amor a Cristo e, na mesma corrida do mundo não está percebendo que os verdadeiros valores estão se perdendo.
A mãe que tomava a lição dos filhos e os ajudava nos trabalhos de casa, os pais cristão que faziam um cultinho doméstico, e que oravam ao fazerem suas refeições!
Hoje é cada um para o seu lado em busca das realizações pessoais, e os filhos são entregues à Internet, aos videogames, aos amigos, e depois, só restam lágrimas, desespero e angústias.
Na corrida pelas coisas da vida, muitos deixam o convívio da Igreja, se desviam e criam seus filhos no mundo, porém, quando estes caem nos vícios e na lama dos pecados violentos, alguns voltam desesperados, chorando e dizendo: “Ah! Se eu pudesse voltar atrás! Quem me dera que o tempo tivesse parado antes de tudo isso acontecer! ”
O tempo não para!
É tempo de buscar a Deus!
Isaías 55.6
Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.
Até o nosso próximo post.
Saudações,
Prª Gorete Moura.
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